Na noite curitibana, sob os refletores do Estádio Joaquim Américo Guimarães, defrontaram-se pela Copa Sulamericana, Atlético Paranaense e Vasco da Gama.A equipe vascaína trajava seu tradicional uniforme com o traço de união Brasil-Portugal, conforme denominado em seu hino, já os atleticanos fardavam-se com suas históricas cores rubro-negras. O time visitante estava longe de apresentar um futebol que outrora brilhou nos gramados nacionais, nas duas décadas anteriores, o então chamado "Vasco da Gama da Taça e da Raça".
Os paranaenses saíram na frente, logo aos 23 minutos, numa falha do goleiro Sílvio Luiz, que Dinei impiedosamente aproveitou para marcar. Tudo parecia levar ao êxito os araucarianos, quando aos 33 minutos, numa jogada bem tramada, Rubens Júnior fez o gol que iguala o placar.
Ainda sentindo o gol que levara poucos minutos antes, o esquadrão rubro-negro toma outro, em uma falha individual de Edno, ao tentar interceptar um passe do vascaíno Marcelinho, a bola sobra para Abuda que impõe o segundo tento carioca. Daquele momento até o término do primeiro tempo o Atlético, pouco criativo, torna-se refém do futebol da agremiação oriunda da antiga Capital do país.
O Segundo tempo é iniciado sem alterações por parte de Antônio Lopes, porém a postura da equipe é mais ofensiva, aparentemente o domínio do jogo volta a ser atleticano.
Quando Andrade, aos 20 minutos da etapa complementar aplica o terceiro gol nas redes paranaenses, depois de uma cobrança de falta, deixando totalmente abatido, mas não entergue, os donos da casa.
A torcida dos curitibanos perde a paciência, clama por raça, pede novos jogadores e desfere ofensas aos seus diretores.
O time lusitano chega ao quarto gol por intermédio de um argentino chamado Conca, aos 35 minutos, piorando ainda mais a situação do elenco atleticano e irritando muito a maioria dos 6.289 presentes nas arquibancadas.
Em uma boa cobrança de falta, no final do jogo, praticada pelo estreante Ramon, que entrou na segunda parte do confronto, Alan Bahia, que também participou apenas do segundo tempo, aproveita para arrematar e diminuir o placar, mas não foi o suficiente para acalmar os ânimos da apaixonada claque que saiu revoltada das dependências do seu Estádio.
O resultado complica a participação do Atlético na Copa Sulamericana, pois terá que reverter a diferença de gols na casa portuguesa, com certeza! Desejamos melhor sorte aos paranaenses no Rio de Janeiro.
Leonardo Portes
Um comentário:
Esquenta não, torcida do C.A. Paranaense. O time está bem os jogadores são de qualidade, o estádio é o melhor do Brasil, o Petraglia é o melhor dirigente do mundo... Esse negócio de vitória, 1ª divisão, é bobagem. Continuem sendo os melhores. Só não sei em que.
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