Em Dezembro de 1868, durante a Guerra da Tríplice Aliança (ou Guerra do Paraguai), foi travada junto ao arroio de mesmo nome, em território paraguaio, a importante Batalha do Avaí.
Os vitoriosos comandados por Caxias defrontam-se com forças paraguaias, que lutaram com tenacidade, mas foram envolvidas e destroçadas. Apenas 100 paraguaios, incluindo o general Bernardino Caballero, conseguiram escapar.
Em 1923, na outrora chamada Desterro, mas já Florianópolis, como ainda é conhecida, surge uma equipe disposta a praticar futebol, vivia-se na época ainda um clima de comemoração do centenário da Independência do Brasil, daí surgiu a primeira idéia para denominar a agremiação, porém o nome Independência era muito longo, segundo alguns, logo passaram a folhear um livro de história brasileira, e encontraram o nome Avaí, assim batizaram o novo clube e homenagearam o feito militar que tanto orgulha aos nacionais brasileiros.
Quase como uma reedição desta batalha, desta vez, travada em outro sítio, em um estádio de futebol na Capital do Paraná, foi o confronto entre Coritiba e Avaí.
O Coritiba comanda a partida, leva pelo flanco direito a maior parte de suas investidas no primeiro tempo, por intermédio de seus bravios guerreiros, que alternam as posições, naquele setor, a cada momento Henrique Dias, Pedro Ken e Marlos, faziam investidas no campo de luta.
A maior chance no tempo inicial deu-se na cobrança de falta praticada pelo Capitão Anderson Lima do esquadrão paranaense, que ao transpor a linha de defesa imposta pela barreira oponente, explode no travessão.
No segundo tempo, a partida tem novo ritmo com as substituições proferidas pelo Comandante René Simões, são elas, a entrada do lépido Keirrisson e do aguerrido Rodrigo Mancha.
O resultado surge aos 29 minutos do tempo regulamentar em um tiro desferido pelo avante Keirrisson, colocando o exército verde em vantagem.
Logo aos 31 minutos, Diogo que acabara de entrar no campo é expulso, deixando os paranaenses com um combatente a menos.
Por este motivo o esquadrão catarinense que continua a lutar de forma destemida, deixa a retaguarda, que desde o início do embate guarnecia com força, atrevendo-se a investidas no ataque, levando perigo ao adversário, pois detinha vantagem numérica.
As investidas não surtiram o efeito desejado e a vitória é coxa-branca. Termina assim, mais uma batalha do Campeonato Brasileiro, deixando uma grande certeza, de que a guerra perdurará até o final do ano na Série B.
Um comentário:
Caro Helmet,
Erudição, história e filosofia se fundem nos seus textos.
Meus sinceros parabéns. Tamo junto!
Alphonse.
Postar um comentário