Os versos originais eram assim: Atlético! Atlético! / Conhecemos teu valor / E a camisa rubro-negra / Só se veste por amor! Vamos marchar sempre entoando / Esta gloriosa canção / E no peito ostentando / Nosso amado pavilhão./ O coração atleticano deve estar sempre voltado / Para as glórias do presente / E os feitos do passado. / A tradição da nossa raça / Nos legou um sangue forte / Rubro-negro não tem jaça / E não teme a própria morte. / A flâmula vermelha e preta / Representa esplendor / Todos cá desta baixada / A defendem com amor. / É por isso e mais por isso / Que ecoa de Sul a Norte / Todos os homens rubro-negros / Descendem de raça forte.
Com a conquista do título de 1943, uma grande festa foi realizada no Cassino Ahú. Em cada mesa foi colocada uma cartolina impressa, com 3 letras de músicas a serem cantadas: uma letra paródia da música Manolita, outra letra paródia do próprio hino atleticano, relativa à conquista e às vitórias de 3x2. Por último, havia a letra do hino atleticano - nessas alturas tornava-se oficial.

Time do Atlético Paranaense, campeão paranaense de 1943
Foto: Arquivo Site Oficial
Eis os dados contidos : HINO RUBRO-NEGRO - Música de J. Cibelli - Versos de Zinder Lins (26-1-44)
Côro: Atlético! Atlético / Conhecemos o teu valor / (E a camisa rubro-negra / Só se veste por amor!!!) Bis / 1º / Vamos marchar, sempre entoando / Esta gloriosa canção / E no peito ostentando / Nosso amado pavilhão. ( Côro ) 2º / O Coração atleticano / Deve estar sempre voltado / Para as glórias do presente / E os feitos do passado./ (Côro) 3º / A tradição da nossa raça / Nos legou um sangue forte / Rubro-negro, não tem jaça / E não teme a própria morte./ Côro.
J. Cibelli era um gaúcho, amigo do presidente atleticano, Capitão Manoel Aranha.
Joffre Cabral e Silva, eleito presidente do Clube Atlético Paranaense, em 1968, resolveu mandar fazer uma gravação do HINO. O ESTÚDIO ( em São Paulo), descobriu que a música do HINO era muito parecida (plágio) com a do HINO dos USA (God Bless América) e, por esse motivo, precisava ser mudada. Joffre solicitou ao seu amigo GENÉSIO RAMALHO, músico famoso em Curitiba, dono de Orquestra e que fora jogador atleticano em 1937/38, para que fizesse a mudança musical. Genésio, juntamente com o pianista de sua orquestra - Francisco Marchese, o Kátio, realizaram as modificações no andamento e, ao mesmo tempo, Aníbal Borges Carneiro, compadre de Zinder LIns, propôs que se fizessem alterações na letra, para melhor traduzir os feitos do esquadrão rubro-negro. Assim surgiu a Letra e a Música definitivas do Hino do Clube Atlético Paranaense. Eis o resultado final:
Refrão: Atlético! Atlético! / Conhecemos teu valor / E a camisa rubro-negra / Só se veste por amor . (BIS) / Vamos marchar / Sempre cantando / O hino do furacão / E no peito ostentando / A faixa de campeão./ (Refrão) / O coração atleticano / Estará sempre voltado / Para os feitos do presente / E as glórias do passado. / (Refrão) / A tradição, vigor sem jaça, / nos legou um sangue forte. / Rubro-negro é quem tem raça / E não teme a prória morte.
Algum tempo depois, uma rádio de São Paulo realizou um concurso para saber qual era o HINO de clube de futebol mais bonito do Brasil. O hino atleticano paranaense é mais bonito que a marchinha carnavalesca - hino do América FC, do Rio de Janeiro, composta por Lamartine Babo. Com o perdão, é claro, do Lamartine.
Os direitos autorais ficaram sendo de Zinder Lins e Genésio Ramalho, já que Marchese dizia que apenas ajudara o amigo a escrever a partitura. Esses direitos foram doados pelos autores ao Clube Atlético Paranaense.
Coluna publicada originalmente no site oficial do Clube Atlético Paranaense
3 comentários:
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